Menos de um mês depois da decisão de um juiz federal dos EUA que baniu o LimeWire por problemas com um órgão de direitos autorais, um grupo não identificado de programadores prometeu que traria o programa de volta ao mercado, com mudanças significativas em relação à versão anterior. Prometeu e cumpriu.

O LimeWire é uma ferramenta feita em Java, que permite o compartilhamento de arquivos, similar ao popular eMule.

Ele utiliza a rede Gnutella para o envio e recebimento dos pacotes, além de possuir suporte limitado ao protocolo BitTorrent, que hoje é a principal escolha de muitos usuários como ferramenta de download de vídeos, músicas, jogos e outros tipos de conteúdo que agradam o público nerd.

Acontece que, justamente por permitir tal atividade, a RIAA, associação que representa a indústria de gravação de artistas estadunidenses e seus direitos autorais, entrou com um pedido judicial para dar fim ao programa.

E um juiz federal do país considerou a requisição procedente, impedindo que qualquer atualização fosse feita ao produto, e iniciando uma verdadeira caça aos outros aplicativos que possuem a mesma finalidade.

“Em 26 de outubro os desenvolvedores do LimeWire foram forçados a desligar os servidores da empresa e modificar as configurações de controle remoto no cliente de compartilhamento de arquivos para tentar prejudicar a rede Gnutella. Feito isso, eles foram, então, demitidos” – disse uma fonte ao site TorrentFreak.

Ainda conforme publicado pelo TorrentFreak, um grupo misterioso de desenvolvedores não concordou muito com esta ordem e já promete uma nova versão, cheio de novidades, para tornar o LimeWire mais fácil de usar.

“Pouco tempo depois, uma horda de macacos piratas subiram a bordo do navio abandonado, remendados suas velas, polido seus canhões, e lançando-se livres para a comunidade.” – bradam os novos guerreiros desta batalha entre o compartilhamento livre de arquivos e o controle dos direitos autorais.

Embora existam programas alternativos que vem ganhando em popularidade, parece que, para esta equipe, é questão de honra mostrar que o ataque feito pela RIAA não foi mortal. No máximo, um golpe de uma lightsaber, que pegou de raspão.

E assim nasceu o LimeWire Pirate Edition (LPE), baseado no LimeWire 5.6 beta, que foi lançado no começo deste ano e depois retirado do ar quando a Lime Wire LLC perdeu a ação judicial.

Resta saber agora em quanto tempo a RIAA vai tentar uma nova investida.