O Moto G chegou com o objetivo de redefinir o mercado intermediário dos smartphones e cumpriu sua tarefa de forma louvável. Demorou para que um concorrente a altura aparecesse e até mesmo aparelhos que custavam pouco mais de mil reais não conseguiam bater de frente com o seu custo benefício. A Motorola ouviu o que os consumidores falaram sobre o seu smartphone e tentou aparar as pontas soltas nessa nova geração. Nos próximos parágrafos, você irá saber o que continuou sendo positivo, o que melhorou e o que ficou faltando no Moto G de 2ª geração.

Design e Construção

Você pode pensar no Moto G como um Moto E maior. As linhas de design são quase que idênticas e as únicas diferenças estão no tamanho de cada aparelho. Em relação à primeira geração do modelo, ele ficou ligeiramente mais feio, principalmente pelo detalhe dos dois alto falantes em sua parte frontal. Os dois estão muito bem localizados e oferecem uma experiência de som fantástica, mas a Motorola poderia ter trabalho para deixá-los mais discretos. Pelo menos, a tela ocupa grande espaço e as bordas são finas. A pegada dele continua muito confortável, graças a curvatura na traseira. Mesmo tendo ganhado tamanho e espessura, não é impossível mexer com apenas uma mão, mas você precisará fazer algum esforço a mais. Os únicos botões do celular estão na parte direita, com as funções liga/desliga e controle de volume. Na parte superior há a entrada para o fone de ouvido e na parte de baixo, a entrada para micro-USB.

O material da capinha traseira continua sendo plástico com uma textura emborrachada. Agora é muito mais fácil para removê-las. A bateria ainda continua selada e a organização por baixo da capinha ficou bem melhor: cada lateral possui a entrada para um microSIM e na parte superior encontramos o slot para o cartão de memória.

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Tela

Este que foi um dos pontos altos na primeira geração do aparelho continua fazendo um belo trabalho agora, apesar de ter perdido um pouco da sua nitidez. Acontece que a resolução continuou a mesma, mas a tela mudou de tamanho, passou das 4.5 polegadas para 5 polegadas. Mesmo assim, ela não decepciona para um modelo da sua faixa de preço e ainda há um ponto positivo em tudo isso: a experiência de jogar e assistir vídeos é mais imersiva num display maior. O ângulo de visão é satisfatório, assim como a saturação e o equilíbrio das cores. Sair com o celular sob o sol não é um grande problema também, o brilho consegue dar conta na maioria das situações. Para um aparelho mid-range, o saldo continua positivo.

Câmera

A câmera apresentou uma grande evolução. Mas ainda assim, boas fotos só podem ser tiradas desde que haja iluminação o suficiente. O modo HDR pode ajudar bastante a tirar melhor proveito, mas você deve estar preparado para a demora ao
capturar o momento. A evolução tem a ver com o novo sensor utilizado, no Moto G 2014 são 8 megapixels e uma lente com abertura f/2.0, no modelo anterior eram 5 megapixels e abertura f/2.8.

O software da câmera da Motorola foi desenvolvido para ser prático e rápido, basta clicar em qualquer ponto da tela e pronto, foto tirada. Ele realmente é rápido, mas de vez em quando eu encontrei problemas para focar aonde eu queria. O problema acontece principalmente quando há menos luz no ambiente.

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Bateria

A bateria se manteve idêntica, são 2070 mAh, assim como na geração passada. Tive uma certa preocupação no início. A tela cresceu e é natural que o consumo de energia também cresça. Na prática, o Moto G 2014 é capaz de passar um dia longe da tomada, assim como seu antecessor. De forma geral, o aparelho é capaz de passar de 11 a 12 horas ativo, quando estiver conectado ao Wi-Fi. Ao utilizar o 3G, a autonomia cai para 8 horas, aproximadamente.

Experiência de uso e Sistema

Tive a sorte de testar o Moto G 2014 com o Android 5.0 Lollipop. Na segunda semana de uso, a notificação do update apareceu e eu pude fazer algumas comparações em relação ao desempenho nas duas versões do sistema. Na real, eu não senti nenhuma queda no desempenho do aparelho depois da atualização. Ele continuou rodando a maior parte dos aplicativos com tranquilidade e a apresentar o recarregamento dos apps recém utilizados. Eis um problema por ter apenas 1 GB de memória RAM.
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O grande concorrente do Moto G, o Zenfone 5, possui 2 GB de RAM e consegue se sair ligeiramente melhor quando o assunto é multitarefa. Se você, assim como eu, costuma deixar várias abas abertas no seu Chrome, é melhor se acostumar com o tempo que o navegador levará para carregar, mesmo que você tenho o utilizado há pouco tempo. Infelizmente o hardware não evoluiu em relação à primeira geração e isso significa que você obtém praticamente o mesmo desempenho do aparelho de 2013.

O Moto G continua sem nenhum truque especial da Motorola, mas a experiência do Android puro continua muito positiva, ainda mais com o Lollipop que introduziu uma nova linguagem de design. Não há nenhum aplicativo desnecessário pré-instalado, só está lá exatamente o que é essencial. Isso acaba fazendo uma diferença considerável no desempenho geral do smartphone.

A fabricante adicionou apenas cinco aplicativos: o "Ajuda" que oferece suporte da Motorola, permitindo pedir auxílio através de uma ligação ou bate-papo; o "Alerta" que manda uma mensagem rápida para amigos e familiares quando você quiser fornecer informações para que eles possam encontrá-lo; o "Assist" para configurações automáticas de acordo com o local e horário; o "BR Apps" com dicas de apps nacionais para download (obrigatório em smartphones beneficiados pela desoneração de impostos do governo) e o "Migração Motorola" que transfere todos os dados do seu Android ou iPhone antigo.

Especificações Técnicas

  • Processador: Qualcomm MSM8226 Snapdragon 400 Quad-core 1.2 GHz Cortex-A7;
  • Memória RAM: 1 GB;
  • Tela:IPS LCD de 5.0 polegadas com resolução de 1280×720 pixels (~294 ppp – pixels por polegada);
  • Câmera: 8 megapixels, (autofoco, LED flash), filma em 720p;
  • Câmera frontal: 2 megapixels;
  • Bateria: 2.070 mAh;
  • Conectividade: 3G, Wi-Fi 802.11n, GPS, Bluetooth 4.0, USB 2.0;
  • GPU: Adreno 305;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 32 GB;
  • Memória interna: 8 GB (Moto G Dual e Moto G Colors) ou 16 GB (Moto G DTV Colors);
  • Dimensões: 141.5 x 70.7 x 11 mm;
  • Peso: 149 gramas;
  • Plataforma: Android 5.0 Lollipop;
  • Sensores: acelerômetro, bússola, proximidade.

 

Design e Construção: 8,5

Bateria: 8

Tela: 8

Desempenho: 8

Sistema: 9

Câmera: 7

Custo-Benefício: 10

Geral: 8,5

Preço

Existem quatro versões do Moto G 2014, uma delas foi lançada no final de janeiro.

  • Dual-chip com 8 GB por R$ 699;
  • Dual-chip com 8 GB e capinha por R$ 729;
  • Dual-chip com 16 GB, duas capinhas e TV digital por R$ 799.
  • Dual-chip com 16 GB, duas capinhas, TV digital e 4G por R$ 899.
  • Pontos Positivos

    Sistema: Android puro, já atualizado para o Lollipop;
    Custo Benefício: o melhor Android intermediário, com um preço acessível.
    Tela: grande e com boa resolução;
    Bateria: dura o suficiente para um dia de uso.

Pontos Negativos

Tela: não é tão nítida como a da geração anterior;
Hardware: o aparelho merecia upgrade em alguns componentes, como processador e RAM.

Conclusão

Em relação à geração anterior, a câmera melhorou significativamente e a adição do slot para cartão de memória foi muito bem vinda. Apesar disso, a Motorola poderia ter feito um upgrade no processador do smartphone, ou pelo menos na memória RAM. Para um aparelho da sua faixa de preço, o desempenho não deixa a desejar, mas comparado ao modelo anterior não há nenhuma evolução nesse quesito.
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O Moto G de 2ª geração continua sendo o smartphone intermediário com o melhor custo benefício do mercado. Apesar de ter um grande concorrente, ele consegue ser superior, principalmente quando falamos da experiência de uso com o sistema sem modificações. Com isso, você obtém atualizações mais rápidas, além de aproveitar melhor o Android da maneira como a Google pensou.