A segunda geração do Moto E gerou surpresa quando foi anunciado. O aparelho veio com melhorias no hardware e além da adição nos números técnicos, houve adição no preço. O smartphone já não pertence aos chamados "modelos de entrada" e agora ocupa o nível intermediário, custando entre 569 e 729 reais. O que me leva a compará-lo diretamente com o Moto G, que custa entre 699 e 899 reais. Nas próximas linhas apresento os pontos negativos e positivos do Moto E 2015.

Design e Construção

O Moto E quase segue a linha tradicional de design da Motorola. A traseira é ligeiramente curvada, o material é emborrachado e o aparelho cai bem nas nossas mãos. A diferença do aparelho em relação ao restante da linha fica na band, uma moldura de plástico que envolve as laterais e está disponível em três cores (preto, azul claro e roxo). Elas são fáceis de retirar e por de baixo encontram-se os slots para cartão microSD e para o chip da operadora.

Na parte frontal, ele é quase discreto. Um único elemento se destaca: o alto falante prateado. Na traseira, o aro em volta da câmera também tem essa característica e logo abaixo está a logotipo da Motorola, com uma leve curvatura. Os botões estão na parte direita, com as funções liga/desliga e controle de volume. Na parte superior há a entrada para o fone de ouvido e na parte de baixo, a entrada para micro-USB.

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Tela

Em relação à primeira geração, a tela aumentou. Passou de 4.3 para 4.5 polegadas, mas a resolução permanece a mesma: 960×540 pixels. A definição das imagens não é das melhores e você consegue reparar quando sai de um smartphone que possui display QuadHD, como foi meu caso. As cores não são tão vibrantes e o ângulo de visão apenas satisfatório. O preto não é tão preto e isso fica evidente quando as Notificações Ativas aparecem, a culpa é da tecnologia IPS LCD (nos outros smartphones que a Motorola utiliza o recurso, são utilizadas telas AMOLED), mas é compreensível.

Não dá pra esperar muito da tela de um smartphone barato como o Moto E, mas ficou claro que houve um salto no restante das especificações e faltou uma melhoria nesse ponto. No entanto, é preciso observar que uma resolução melhor implicaria numa maior aproximação com o Moto G.

Câmera

A câmera evoluiu nesta geração da câmera do Moto E. O sensor continua com 5 megapixels, mas o foco não é mais fixo. Desde que você esteja em um ambiente bem iluminado, as fotos até saem bacanas o suficiente para você postar em alguma rede social. E como era de se esperar, em ambientes com iluminação artificial ou baixa, é quase impossível ter uma foto decente. A Motorola poderia ter incluído o flash, que de fato não resolveria nada, mas pelo menos serviria de lanterna.

O aparelho também ganhou uma câmera frontal. A resolução é péssima (VGA - 640×480 pixels), mas quebra um galho e coloca-o numa posição mais confortável em relação aos seus concorrentes.

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Bateria

Com capacidade de 2.390 mAh, a bateria dá conta do recado, assim como o resto da família. Mesmo com uso intenso do aparelho, conectado à rede 4G, utilizando a tela por mais tempo e consumindo conteúdo multimídia, consegui passar um dia inteiro longe da tomada marcando 20% de carga restante no final da noite. Em outras ocasiões, com uso moderado, restavam 35% de bateria.

Experiência de uso e Sistema

Seguindo a tradição, o Android 5.0 Lollipop vem praticamente sem alterações. Se tratando de um smartphone com hardware simples, a versão pura do sistema operacional ajuda a manter um desempenho digno. A Motorola incluiu dois truques do Moto X, são as Notificações Ativas que permite pré-visualizá-las ao tirar o celular do bolso e o movimento de girar o pulso para abrir a câmera rapidamente.

O Moto E se mostrou competente durante o uso. De vez em quando as animações não são tão fluídas e os aplicativos no multitarefa são recarregados (principalmente o Chrome), mas num quadro geral percebi melhorias no desempenho em relação a primeira geração.

Em sua versão mais cara, há a presença da TV digital. É necessário utilizar a antena que é colocada na entrada do fone de ouvido para sintonizar os canais. O padrão utilizado é o 1-Seg (320×240 pixels). O Rádio FM também marca presença e funciona basicamente da mesma forma.

Nota importante: o modelo que testei foi o 4G, com 16 GB e TV digital que carrega consigo o processador Snapdragon 410 Quad-core 1.2 GHz Cortex-A53 e a GPU Adreno 306. Se você está pensando em adquirir o modelo mais básico do Moto E, o desempenho pode ser pior já que ele vem com o processador Snapdragon 200 Quad-core 1.2 GHz Cortex-A7 e GPU Adreno 302.

E os cinco aplicativos básicos da Motorola se repetem: o "Ajuda" que oferece suporte da Motorola, permitindo pedir auxílio através de uma ligação ou bate-papo; o "Alerta" que manda uma mensagem rápida para amigos e familiares quando você quiser fornecer informações para que eles possam encontrá-lo; o "Assist" para configurações automáticas de acordo com o local e horário; o "BR Apps" com dicas de apps nacionais para download (obrigatório em smartphones beneficiados pela desoneração de impostos do governo) e o "Migração Motorola" que transfere todos os dados do seu Android ou iPhone antigo.

Especificações Técnicas

  • Processador no modelo 3G: Qualcomm Snapdragon 200 Quad-core 1.2 GHz Cortex-A7;
  • Processador no modelo 4G: Qualcomm Snapdragon 410 Quad-core 1.2 GHz Cortex-A53;
  • Memória RAM: 1 GB;
  • Tela:IPS LCD de 4,5 polegadas com resolução de 540 x 960 pixels (~245 ppp – pixels por polegada);
  • Câmera: 5 megapixels, filma em 720p;
  • Câmera frontal: VGA;
  • Bateria: 2.390 mAh;
  • Conectividade: 3G ou 4G, Wi-Fi 802.11ac, GPS, Bluetooth 4.0 e USB 2.0;
  • GPU no modelo 3G: Adreno 302;
  • GPU no modelo 4G: Adreno 306
  • Memória externa: possui slot para cartão microSD de até 32 GB;
  • Memória interna: 8 GB;
  • Dimensões: 129.9 x 66.8 x 12.3 mm;
  • Peso: 145 gramas;
  • Plataforma: Android 5.0 Lollipop;
  • Sensores: acelerômetro e proximidade.

Design e Construção: 8

Bateria: 9

Tela: 7

Desempenho: 7

Sistema: 9

Câmera: 7

Custo-Benefício: 7,5

Geral: 7,5

Preço

Existem quatro versões do Moto E 2015, todas com suporte para dois chips:

  • 3G, 8 GB: R$ 569
  • 4G, 8 GB: R$ 649
  • 4G, 16 GB: R$ 699
  • 4G, 16 GB e TV digital: R$ 729

Pontos Positivos

Bateria com duração exemplar
Construção, aparelho forte

Pontos Negativos

Faltou o flash na câmera
Preços próximos ao Moto G

Conclusão

Foram feitas melhorias significativas no hardware e na experiência em relação à primeira geração, no entanto o salto foi grande o suficiente para deixar o Moto E muito próximo ao Moto G, tanto em relação ao preço, quanto ao hardware.

A versão de R$ 569 pode ser interessante para os consumidores que querem um Android baratinho. No entanto, fico com o pé atrás em relação ao desempenho geral desse modelo, já que possui um processador inferior.

Se você está procurando um celular com no mínimo 16 GB de memória interna o Moto G de segunda geração entrega um custo benefício mais interessante, por 100 reais a mais. Um outro fator que pode pesar a favor do Moto E é o suporte ao 4G, mas há de se levar em conta outras características como a tela maior e com mais resolução, a câmera com flash e desempenho mais estável do Moto G.