compartilharNa internet, uma das coisas mais legais que podemos fazer é compartilhar aquilo que encontramos, que fazemos, que achamos interessante. Qual é a graça de ver um artigo bem escrito, ou descobrir uma música nova e não mostrar pra ninguém? Para mim, nenhuma. Mostrar coisas para as outras pessoas e ver as reações delas é sensacional e a internet proporciona isso de uma maneira incrível.

Ótimo, mas, nem tudo o que fazemos queremos que seja compartilhado, certo? Admita que você escuta músicas vergonhosas de vez em quando (e gosta delas), mas certamente não é uma boa ideia compartilhá-la em seu Last.fm ou contar pra todo mundo que está ouvindo. O exemplo de compartilhar as músicas que você está ouvindo é o melhor para o que eu quero dizer, pois ele é bem automático, você joga tudo pro Last.fm e pronto.

Saiba você que o próprio serviço tem um espaço onde mostra quais são as músicas mais deletadas pelos usuários todo mês. As pessoas escutaram, talvez não gostaram (ou gostaram, quem sabe?), e elas não queriam que os outros ficassem sabendo disso, até porque ela escuta rock, é cult e não quer admitir que curte, de vez em quando, sair cantarolando Call Me Maybe, Rolling in the Deep ou Poker Face (não é meu caso, que fique claro).

Imagine se existissem serviços que compartilhassem automaticamente aquilo que você está lendo, assistindo, os lugares que está indo, tudo o que você está fazendo. Você teria vergonha? Você iria parar de fazer aquilo que gosta só para agradar quem está monitorando o que você faz? Aí o problema é seu e não é o ponto que eu realmente queria chegar.

O que eu quero dizer é que, já repararam que nossa vida está ficando cada vez mais automatizada? As pessoas sabem o que você está fazendo e você nem precisa contar isso à elas, as redes sociais e os softwares estão automatizando esse processo de compartilhamento de informações e oferecendo nossa vida para quem está afim de oferecer publicidade, já que é bem vantajoso te oferecer apenas aquilo que lhe interessa. O segredo é: publicidade.