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Nem tudo são flores no mundo da administração de jogos. Uma vez criticado, o CEO da Sony, Sir Howard Stringer, foi substituído por Kazuo Hirai. E no que isso irá influenciar nos produtos da Sony, desde os eletrônicos até os consoles e jogos? Absolutamente tudo.

A qualidade da Sony é inegável, contudo, eles perderam espaço no mercado para empresas como a Apple e Samsung e boa parte da culpa recai sobre Howard Stringer, agora o ex-CEO. A mudança tem como principal motivos os erros de Stringer. Sob seu comando, a Sony perdeu mercado para a diversas outras empresa. Um CEO sendo removido sem quaisquer protestos não é algo que se vê todo dia, ainda mais uma que ostenta tanta moral como a Sony.

Stringer, por exemplo, foi o responsável pelo lançamento do Playstation 3 e se bem podemos lembrar, reclamações eram numerosas, quase como se o projeto mal tivesse sido terminado de ser desenvolvido e não houvesse tempo para correções. Ao menos foi essa a impressão que ficou para os consumidores. O menor problema nisso é a satisfação dos consumidores: se bem pensarmos, um consumidor é facilmente reconquistável. Já um investidor... Bem. Os problemas com o Playstation 3 deram espaço a um console que ascendia no momento sobre sua falha: o Xbox 360.

Apenas um dos problemas, nas mãos de Stringer a Sony nesse meio tempo enfrentou a invasão dos hackers, bagunça que ficou para Hirai resolver. As vendas decaindo, o lucro diminuindo... Aparentemente as coisas já estão mudando: Hirai pretende promover os tablets da Sony. Um mercado arriscado, ainda mais com a dominância da Apple.

O novo CEO já deixou claro que o caminho que quer trilhar é o desenvolvimento e aprimoramento de sua área de eletrônicos: câmeras, celulares e jogos. Nada surpreendente para quem um dia tomou conta dessa área na Sony.

Referente ao prognóstico, o que incomoda é: possivelmente, os produtos a serem desenvolvidos não serão muito inovadores. Com o mercado acirrado, inovações drásticas são riscos. Não dá para saber quanto do que o novo CEO irá falar e os consumidores irão botar fé, mas particularmente, não dá brecha pra grandes expectativas. Ao menos não tão cedo. Ainda mais porque um dos planos é recuperar o desastre das televisões, que por pouco não chegavam a vender metade da porcentagem que a concorrência vendia.

Com o conhecimento sobre a Sony, o consumidor mais atento pode fazer o caminho mais provável a ser trilhado sem grandes problemas: recuperação de mercado com os games, que é um refúgio mais do que seguro; lançamento de novos produtos que se inovadores, terão de competir com os sistemas já existentes de muitos adeptos e posteriormente correção de grandes erros. Espero que Hirai nos surpreenda mais rapidamente, porque até então, pode até ser possível que ele levante a Sony de novo, mas com mais do mesmo por um tempo.
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