Por motivos estritamente pessoais não utilizo mais o Jailbreak em meu iPhone. Cheguei até a redigir um artigo (publicado aqui no Portal Tech) expondo os principais motivos que me levaram a abrir mão de toda a liberdade oferecida pelo ato de destravar o aparelho, que permite a instalação de aplicativos não-autorizados pela fabricante. Mas nem por isso deixei de apoiar a causa, pois acredito que o consumidor tem o direito de modificar tudo o que ele deseja em um aparelho adquirido honestamente, e que provavelmente também custou muito caro.

O maior problema é que uma tênue linha separa o Jailbreak da pirataria. É verdade que muitos adeptos utilizam a modificação a fim de piratear aplicativos, mas outros usam apenas para explorar todo o potencial do dispositivo. Por isso, há cerca de dois anos a modificação ainda era considerada ilegal nos Estados Unidos. Mas graças a Eletronic Frontier Foundantion (EEF), que solicitou uma exceção ao Escritório de Direitos Autorais do governo americano, os americanos já podem usufruir do Jailbreak sem temer o sistema prisional. Acontece que esta isenção dura apenas dois anos e, por isso, a EEF está convocando novamente os consumidores norte-americanos a apoiarem a causa.

Além disso, a EEF tem intenção de também incluir tablets e videogames na isenção. Se sair como esperado e o novo projeto for aprovado pelo governo americano, destravar esses dispositivos sem finalidade comercial não será mais considerado ilegal.

“A idéia de que você pode enfrentar acusações criminais por modificar sua propriedade é totalmente injusta. O objetivo aqui é de tornar a lei mais clara.” Declarou Rebecca Jeschke, diretora de relações de mídia e analista de direitos digitais da EEF.

Você pode ajudar a causa assinando a petição no jailbreakisnotacrime.org.