Muita gente se surpreendeu com a compra do Whatsapp feita pelo Facebook por U$S 16 bilhões. De certo o valor foi mais alto do que podíamos imaginar para um serviço que não é tão rentável assim: assinaturas anuais de 1 dólar não justificam o acordo.

Logo que a aquisição foi divulgada, muitos correram para encontrar alternativas mais "seguras" de serviços com o mesmo objetivo, todos preocupados com a privacidade. O fato é que apenas por estar na internet e ter um perfil em qualquer rede social, você já não tem privacidade.

E calma, você não precisa parar de usar o Whatsapp. O Mark Zuckerberg não irá ler mensagem por mensagem tentando descobrir segredos da sua vida, talvez você não tenha nada de tão importante para esconder, inclusive. E dificilmente o Facebook vai introduzir anúncios no aplicativo, eles sabem que isso causaria uma perda enorme na base de usuários, que cresce de maneira absurda todos os dias.

Mas então, pra que o Facebook quis comprar o Whatsapp? Simples: eles podem analisar grandes blocos de dados de uma vez só e oferecer mais possibilidades para os anunciantes, que poderão mostrar ofertas precisas com base nos interesses do usuário.

Esses anúncios irão aparecer para você no Facebook, já que eles podem cruzar informações do seu perfil com o número do seu celular e descobrir quem você é na rede social. Isso é lucrativo porque as chances de conversão do anúncio serão maiores e dessa maneira quem anuncia sabe que investir no Facebook traz retorno.

Isso já acontece com você o tempo todo. A maior parte da receita do Google vem do Adwords, plataforma de anúncios da empresa, eles utilizam vários fatores, inclusive aquilo que você pesquisa no buscador e os sites que visitou nos últimos tempos, para oferecer anúncios que possam te interessar.

A Netshoes utiliza de alguns recursos para adivinhar o que você quer comprar. A Amazon também e eles tem um plano maluco de enviar o produto antes do cliente comprar. A Target faz isso e desde que começou aumentou muito seus lucros.

Recomendo

O Thiago Mobilon escreveu sobre o assunto no Tecnoblog e o Rodrigo Ghedin fez comentários bem interessantes sobre o acordo no Manual do Usuário, além de dar várias alternativas de mensageiros mais seguros. Recomendo a leitura de ambos os textos, que abordam o tema mais profundamente.